26 de janeiro de 2021

O que te move?

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Todos somos capazes de ficar dias em atividades, quilômetros em emoções, seja em uma festa ou no bloquinho de carnaval, muitos minutos ao celular tentando atender a todas as notificações nos mais diversos “apps” que habitam nossa tela ou horas para tentar definir qual será o melhor treino do final de semana. Um de nós pode ter os melhores amigos outro as melhores trilhas para seu treino e, consequentemente, a melhor companhia para a missão/ objetivo. Mas, aqueles 60 segundos do exercício de prancha, cadeirinha, panturrilhas e técnicas de corridas devem ser sentidos na pele e na mente como os mais longos.
Quando recebo minha planilha do fisiologista (Doutor Gerson Leite) com os treinos de corrida, busco registrar na minha massa cinzenta as devidas solicitações: quilômetros, intensidades, horas de treinos, tipos de terreno, objetivo para a fase e logo alinho a atividade com a minha rotina e os possíveis eventos familiares ou de amigos. O clima atmosférico ajuda na tomada de decisão para alguns treinos, assim como os horários para a realização, pois algumas vezes a família se multiplica com a chegada de Bruno e Pietra (filhos do primeiro casamento) e preciso colocar mais um ponto em análise para que a missão não sofra interferência.
Realmente não é fácil encontrar o melhor dia para treinar e o melhor clima que a mãe natureza possa oferecer para o dia “A” ou dia “B” e prefiro entender o frio e o calor como um presente de Deus, já que estarei sempre bem equipado com meus materiais tecnológicos (The North Face). Confesso que sempre busco saber quando o sol vai nascer e se pôr e quando o frio não estará em parceria com Thor (deus do trovão). Treinos ou provas longas são um baita desafio, pois preciso tomar as decisões corretas com base nas minhas escolhas e ainda manter o nível de energia (aminoVITAL GOLD).
Quando estou treinando ou competindo, todas as orientações, missões, desejos, anseios, limitações, sonhos, estratégias para as metas, desconfortos para se chegar ao pace desejado, ouvir o som que os pés estão fazendo e sentir o “tun-tun-tun” do coração, são fatores que somente eu sinto. O músculo que parece fadigado logo com alguns metros eu sei como resolver para continuar por horas, a secura que o esôfago transmite com a primeira ação de força do corpo como um todo, correr em um lugar lindo por natureza é o que todos buscam, mas prefiro desbravar o meu subconsciente e consciente para transformar aquele momento em: o dia perfeito.
Em meu mundo, na busca em ser um trailrunner melhor, as escolhas são minhas e digo a mim mesmo quando estou correndo: não tente ser igual a ninguém, você é único e especial.
Nem todas minhas escolhas são as melhores, mas prefiro assumir o risco e, se acertar, continuarei explorando. Caso dê errado, terei aprendido algo novo, mesmo que seja mais do mesmo.

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