21 de fevereiro de 2024

Meditação e desempenho esportivo

A capacidade de se concentrar apenas no que está fazendo evita pensamentos desconectados e o cometimento de erros

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O trabalho físico, a preocupação com a alimentação e os treinos extenuantes fazem parte da rotina dos atletas de alto rendimento. Mas se eles seguem os mesmos passos como é que os campeões se destacam? Essa é a pergunta milionária! Uma das respostas, com certeza, é a capacidade de trabalhar as emoções e pensamentos. E como é possível fazer isso? A meditação já é reconhecida com uma das principais ferramentas e, apesar de ser uma prática muito antiga, só há pouco tempo tem sido recomendada também pela ciência.

Benefícios

Estar relaxado aumenta a habilidade de manter-se calmo diante da pressão e também melhora o foco e a concentração. Ao praticar a meditação de maneira consistente, seu corpo aprenderá a relaxar mesmo em situações estressantes.
Um estudo da Universidade de Miami concluiu que alguns minutos por dia são capazes de ajudar os atletas a suportar as demandas mentais de horas de treinamento físico extenuante. A pesquisa comparou diferentes tipos de treinamento mental para resiliência ao estresse e descobriu que aprender a meditar pode ser muito eficaz.

Meditar está associada a espessura do cérebro

Um estudo de Harvard analisou o cérebro de pessoas com o hábito de meditar e outras que nunca a praticaram. Os que meditam possuem uma quantidade maior de substância cinzenta em regiões sensoriais, o córtex auditivo e sensitivo. “Estar atento no momento presente, prestando atenção a respiração, aos sons e analisando o fluxo de pensamentos fazem o sujeito aprimorar os sentidos. Quem medita também ter mais massa cinzenta no córtex frontal, que está associado à memória e à tomada de decisão”, disse Sara Lazar, neurocientista da Harvard Medical School.

A influência da meditação na força física

Pesquisadores da Universidade de Ohio publicaram um estudo que comprova a eficácia da meditação. A experiência de quatro semanas contou com 29 voluntários divididos em dois grupos. No primeiro ficaram 15 pessoas que passaram todo o período sem realizar atividade física ou meditação. Já no segundo grupo permaneceram o restante dos voluntários. Eles realizam cinco sessões semanais de meditação visual, que consistia em se imaginar/visualizar realizando exercícios físicos.
Após o experimento realizaram as avaliações e compararam os resultados do início e fim do estudo. Segundo os pesquisadores o grupo que não meditou perdeu 45% da força nos braços em relação ao início do estudo. Já o grupo que meditou, perdeu 25%. O resultado estabelece uma relação direta entre a meditação e o desempenho físico. “O cérebro tem influência direta nos nossos músculos. Trabalhando este tipo de meditação é possível treinar o cérebro e o restante do corpo para manter a memória física e ainda aprimorar movimentos e a respiração. A força não depende exclusivamente do tamanho do músculo. O cérebro é um fator chave para a força muscular e a meditação é uma ferramenta extra para manter tudo funcionando da melhor maneira possível”, afirma o estudo.

Como meditar?

Assim como a atividade física pode ser realizada através de diversas modalidades esportivas, a meditação também possui diferentes tipos. “Não há um esporte melhor do que o outro, há quem goste de pedalar enquanto outro prefere correr. Assim não há uma meditação melhor que a outra. O que existe é uma identificação pessoal em busca de um objetivo. Encontrar o tipo em que se percebe realmente praticando, evoluindo e tendo resultado”, explica Isabela Frigieri, terapeuta da Casa Om.

Para quem pretende começar há meditações guiadas de segunda a sexta, às 18h, no perfil do Instagram da Casa Om (@casaomcba).

Caso você queira iniciar sozinho a prática de maneira simples confira o passo a passo:

  1. Procure um lugar bastante calmo onde não tenha interferência externa;
  2. Coloque uma música de fundo em volume baixo e bem relaxante;
  3. Sente-se numa posição confortável;
  4. Feche os olhos
  5. Concentre-se na sua respiração, perceba o movimento de inspiração e expiração;
  6. Perceba seus batimentos cardíacos;
  7. Procure perceber seus pensamentos sem interagir com eles, logo irão dissipar;
  8. Mantenha uma frequência nessa prática e irá perceber os benefícios.

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