Alternância de terreno: a especialidade de Maik Caique

Entrevista exclusiva com o dono de grande parte dos pódios de 21k dos últimos anos do Ultra

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Pedra, lama, areia e uma altimetria intimidadora são as condições ideais para ver o corredor Maik Caique Santana se destacar. O atleta cuiabano tem 26 anos e começou a correr em 2017. Em entrevista exclusiva conta para a gente um pouco de sua vida no esporte.

O começo na corrida

“Eu sempre joguei futebol. Há quatro anos um amigo me chamou para participar da corrida do Bope. Eu terminei me arrastando e na 37ª posição. Depois ainda corri umas quatro provas até procurar uma assessoria e começar a treinar direito”, afirma Maik.
“No começo era tudo muito sofrido sem técnica, sem tênis adequado, má alimentação, roupa inadequada. Pensava que era apenas calçar o tênis e correr. Mas depois de ter mais informação fui me aprimorando até chegar onde estou hoje”, comemora o atleta.

A rotina

Maik atua profissionalmente como auxiliar administrativo e segue firme no curso de engenharia ambiental. O atleta conta acorda todos os dias às 5h. “Minha rotina de treinos é bem frenética. De segunda a sexta faço de 40 minutos a 1h20 de treino de acordo a planilha. Três vezes por semana faço fortalecimento na academia. Já nos finais de semana eu pedalo, corro e busco entretenimento mais dentro de casa mesmo. Minhas prioridades são: primeiramente trabalho, estudos e o atletismo”, afirma.
A rotina regrada inclui cuidado com o que come. “Uma boa alimentação é fundamental. Sigo à risca a prescrição da semana programada com a orientação do nutricionista. Já antes de uma corrida eu costumo ingerir: suco integral de uva, uma maçã e meia banana”, explica.

O amor pela meia maratona

“Minha distância favorita é os 21km em trilha. Tenho uma melhor performance na coordenação de braços e pernas, na pisada em trechos mais técnicos, onde me sobressaio nas alternâncias de terreno, pedra, lama, areia e altimetria. Já no asfalto estamos sempre com uma cadência cardiopulmonar mais elevada onde temos que manter um certo ritmo e velocidade, corremos desconfortavelmente o tempo todo”, afirma Maik.
Quando fala em acessórios para corrida o atleta é minimalista. “Uso somente relógio e, às vezes, um boné e só”, explica.

Confira os três pódios que mais marcaram o atleta:

1° Lugar corrida de montanha em Petrópolis/ RJ 2017;
1° Lugar corrida Socergs em Gramado/RS 2018;
6° Lugar geral ULTRAMACHO em Chapada dos Guimarães/ MT 2017 (meu primeiro Ultra).
Na lista dos sonhos de consumo da atleta o lugar mais alto do pódio é uma prova em trilha no Chile: a Endurance Challenge.

Coisa da trail run

“Uma situação inusitada que passei, ou diria desesperadora, foi em uma prova onde passei por um trecho de brejo. Meu pé direito atolou e com isso meu tênis ficou preso no barro. Naquele momento eu passava em velocidade não sabia ao certo onde calçado ficou, fiquei por instantes apavorado com a mão no barro procurando e até que encontrei e continuei o percurso”, relembra.

Dica de ouro

Para voar nas trilhas Maik manda dois conselhos. “O fortalecimento é fundamental para correr e ficar longe das lesões tanto na trilha quanto no asfalto. Além disso, a escolha do tênis faz toda a diferença na performance nos singletracks”, ensina Maik. Nas redes sociais do atleta é sempre possível ver dicas de leitura. Conheça alguns dos livros que ele recomenda:
-Propósito inabalável, de Bruno J. Gimenes;
-O mundo é plano, de Thomas L. Friedman;
-Can´t hurt me, de David Goggins.

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