10 de maio de 2021

Fibromialgia: o que é e como lidar

A síndrome provoca dores no corpo e fadiga extrema. Exercícios físicos são o principal aliado para uma melhor qualidade de vida

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A fibromialgia é uma síndrome não inflamatória que se manifesta por dor crônica em várias partes do corpo, fadiga e distúrbios do sono.

Ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, a fibromialgia não é uma doença psicológica ou imaginária. Trata-se de uma forma de reumatismo ligado ao sistema nervoso que faz com o que sinais de dor sejam enviados ao cérebro de forma muito intensa.

Um simples abraço pode doer muito. Reumatologistas explicam que é como se tivesse um “botão de volume” ou de “alarme” desregulado ativando todo o sistema nervoso e concentrando todos os esforços cerebrais no sinal doloroso.

As causas ainda são um mistério. Os primeiros sinais de fibromialgia costumam aparecer depois de traumas físicos, psicológicos ou infecções graves. Mas a ciência não descobriu ainda por que algumas pessoas desenvolvem a síndrome e outras não.

Sintomas da fibromialgia

A alta sensibilidade à dor é o principal sinal da síndrome, mas não é o único. Outros sintomas associados à fibromialgia são distúrbios do sono, fadiga e depressão.

Vamos entender melhor cada um deles?

Dores no corpo

A pessoa sente dores crônicas em várias partes do corpo e não suporta nenhum tipo de pressão nessas regiões. Para efeitos de diagnóstico, os reumatologistas analisam 18 pontos específicos, incluindo coluna, cotovelos, bacia, nádegas e joelhos.

Mas a SBR alerta que nem sempre as dores ocorrem em todos esses pontos – ou se restringem a eles. Por isso é fundamental analisar também os outros sintomas.

As dores nesses pontos são o principal sintoma de fibromialgia, mas não o único.

Alterações do sono

Segundo a SBR, as alterações do sono afetam quase 95% dos pacientes com fibromialgia. A dificuldade de manter o sono profundo, interrompido várias vezes, faz com que a pessoa já acorde cansada, mesmo que tenha dormido por muitas horas.

Também há casos de pacientes que apresentam grande desconforto nas pernas na hora de deitar, chamada de síndrome de pernas inquietas, e episódios de apneia do sono, em que a respiração para e volta várias vezes enquanto a pessoa está dormindo.

Fadiga e cansaço

A falta de sono reparador agrava esses sintomas, mas não é a única causa. Afinal, as próprias dores são “cansativas”.

O cérebro interpreta a dor como um sintoma ou alarme para algo grave, desviando a energia e atenção para resolver o problema. Porém, no caso da fibromialgia, esse alarme é “falso”, não tem nenhuma questão fisiológica a ser resolvida.

Embora não haja lesão cerebral, a ativação constante deste alarme falso leva ao cansaço e também a casos de dificuldade de atenção e de memória.

Depressão

A depressão atinge cerca de 50% dos pacientes com fibromialgia. Ou seja, apesar de frequente, nem todo paciente de fibromialgia sofre de depressão. Segundo a SBR, esse número desmente a ideia propagada no passado de que a fibromialgia era uma “somatização” de questões psicológicas.

Os reumatologistas alertam, no entanto, para a necessidade de tratar os quadros depressivos, já que a depressão, por si só, piora o sono, aumenta a fadiga, diminui a disposição para o exercício e aumenta a sensibilidade do corpo.

Como aliviar as dores da fibromialgia

O tratamento da fibromialgia costuma ser feito com medicamentos e acompanhado por terapias complementares, como psicoterapia e fisioterapia. Massagens, meditação e acupuntura também são bem-vindas para elevar a qualidade de vida do paciente.

Mais disposto, ele estará pronto para colocar em prática o principal aliado no tratamento da fibromialgia: exercícios físicos.

Ciclismo, caminhadas, natação, hidroginástica, musculação, pilates, yoga e dança estão entre as práticas mais indicadas. O importante é encontrar um exercício com que o paciente se identifique para seguir adiante.

A atividade física regular libera endorfinas que atuam como analgésicos naturais, diminuindo as dores e a rigidez muscular e melhorando o ânimo.

Além disso, faz as fibras nervosas trabalharem em outros impulsos, como equilíbrio, tato, temperatura, reduzindo a concentração dos impulsos de dor para o cérebro.

O segredo é começar com calma, tendo um acompanhamento médico e respeitando o seu corpo. Se, para quem não tem a síndrome, o início de uma prática física pode causar alguns desconfortos, essa sensação pode ser potencializada em quem tem fibromialgia.

Mas, devagarinho e com cuidado, os benefícios começam a aparecer.


Esta matéria foi extraída do portal da Unimed Cuiabá
Para ler essa e outras informações acesse aqui.
Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil 

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