28 de novembro de 2021

Pedalou em alta intensidade? Faça um treino regenerativo

Esses treinos são uma maneira de recuperar aspectos como força muscular, equilibrando a performance.

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Treinos regenerativos caracterizam-se como treinos de baixa intensidade que visam proporcionar a recuperação corporal após aqueles treinos de alta intensidade. Assim, ao invés de passar um dia em descanso, opta-se por intercalar os treinos regenerativos para equilibrar a performance do atleta.

Geralmente, após percorrer longas distâncias com a bike, o girinho (forma popular do treino regenerativo) é bem-vindo para melhores adaptações e para renovar as reservas de energia do ciclista. Eles são caracterizados por alta rotação – até 95 RPM –, usando pouca força e uma alta constância cardíaca.

Entretanto, é comum que esse tipo de treino seja deixado de lado por ciclistas, uma prática que pode acabar prejudicando o rendimento. Para entender sua importância, é essencial saber quais os benefícios que ele traz ao corpo!

Benefícios do treino regenerativo

Existem dois tipos de recuperação após a prática de esportes: a passiva e a ativa. A recuperação passiva é aquela em que o atleta tira um descanso, intercalando com a rotina de treino. O ciclista tende a deixar a bike de lado e passar o dia em completo descanso.

Quando falamos de treino regenerativo, estamos falando sobre um descanso ativo. Ou seja, o ciclista irá realizar um pedal de menor intensidade quando comparado aos demais pedais que executa durante a semana.

Na prática, devemos pensar no treino regenerativo como um treino mais suave e tranquilo, como mais giros e cadências. E seus benefícios não são poucos!

Maior oxigenação da musculatura trabalhada

Quando o oxigênio é transformado em trifosfato de adenosina, ou ATP, há a produção de energia. Essa energia serve para fornecer tudo o que a fibra muscular precisa, deixando-a apta para a prática da atividade de alta intensidade.

Aceleração da recuperação

Para que os músculos se desenvolvam melhor, é essencial que haja um descanso. Afinal, a fadiga muscular faz mal ao corpo, principalmente quando há excesso. Mesmo que haja um treino envolvido, esse é de menor intensidade, auxiliando o corpo a se recuperar e, consequentemente, trabalhar melhor.

Eliminação das toxinas presentes no organismo

As toxinas, em suma, são composições que podem prejudicar muito o corpo, diminuindo a saúde da pessoa. Realizar esse tipo de treino auxilia que elas sejam eliminadas, visto que a característica aeróbica do exercício melhora a circulação sanguínea, como também elimina essas toxinas pelo suor.

Melhoria na performance e desempenho do ciclista

Por trabalhar a respiração e frequência cardíaca, o desempenho cresce, visto que permite que o atleta tenha mais resistência para o exercício e o faça com mais intensidade nas vezes seguintes. Tudo realizado em conjunto com as outras características.

Diminui a fadiga muscular

A fadiga muscular ocorre, muitas vezes, pela falta de liberação do ácido lático presente nos tecidos musculares. Esse ácido é responsável por metabolizar a glicose e, assim, dar a energia necessária para a realização dos exercícios. Pela liberação do ácido lático, com maior energia, o músculo cansa menos, aumentando a resistência do ciclismo.

Apesar desses inúmeros benefícios – muitos ainda não exemplificados aqui – o treino de regeneração é deixado de lado por muitos ciclistas; o que é uma pena, visto que há a oportunidade de melhorar a resistência e a performance.

Consequências de não fazer os treinos regenerativos

Como notamos acima, um dos grandes benefícios do treino regenerativo diz respeito à aceleração da recuperação corporal do atleta. Quando o ciclista não faz o treino de regeneração, essa recuperação se torna mais lenta, o que dificulta o vigor.

Além disso, pela alta intensidade e pela falta de descanso, há mais riscos de ocorrer lesões dos músculos, ligamentos e articulações.

Ainda, há a possibilidade de ocorrer um overtraining, ou seja, sobrecarga de treino, fazendo com que o ciclista perca seu desempenho. Lembre-se: qualquer coisa em excesso pode fazer mal.

Por isso, é importante intercalá-los com os treinos de alta intensidade. Assim, seu corpo fica saudável e seu vigor continua alto para fazer o que tanto ama – pedalar.

Como fazer um treino regenerativo de bike

Para fazer um treino de regeneração com a bike, é preciso ter em mente que ele deve ter baixa intensidade, uma duração menor, de 30 minutos a 120 minutos, e cadência mais alta. Assim, é preciso evitar marchas mais pesadas e subidas que podem desgastar. O tempo de duração vai depender do nível do ciclista: se for um amador, é necessário menor duração. Os profissionais podem ir até 2 horas, no máximo.

Vale lembrar que ele não pode ser realizado logo a pedais intensos: deve-se respeitar o mínimo de 8 horas de intervalo, evitando que haja o overtraining. Dependendo do programa de treinamento, pode ser realizado após 4 dias de treinos intensos.

Além disso, uma alimentação equilibrada em proteínas e a constante hidratação também são importantes, assim como um bom tempo de sono para que a energia seja recuperada. Seguindo essas instruções, o treino dará resultado, contribuindo para o bem estar e saúde do ciclista.

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