13 de abril de 2021

Condicionamento para correr: a pressa é inimiga da perfeição

Preparo cardiopulmonar geralmente melhora mais rápido que a capacidade muscular de absorver os impactos dos treinos

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É possível que você conheça pelo menos um corredor apressadinho. Muitos mal começam a treinar e já querem fazer uma maratona. Não levam em conta que os iniciantes ainda não têm uma resistência orgânica para exigir tanto do físico.

E, geralmente, o que conseguem são lesões contínuas, cansaço, desgaste fisiológico e frustração. Aí pode vir o desânimo e a vontade de parar. Uma pena, porque poderiam estar aí treinando e competindo, construindo aos poucos uma carreira na corrida.

É preciso entender que os primeiros sinais de condicionamento vão logo aparecendo para quem tem disposição de treinar, e isso é motivante. É comum nesse primeiro momento você sentir que o corpo aguenta correr um pouco mais, pois seu condicionamento cardíaco e pulmonar geralmente melhora mais rápido que a sua capacidade muscular de absorver os impactos dos treinos.

Aí você resolve treinar mais porque sente que tem gás, mas as suas pernas ainda não estão preparadas para isso, pode acabar machucado e tendo que ficar sem treinar por dias ou semanas.

Mas você não pode treinar sentindo dor a cada passada ou mancando. Treinar com dor é um sinal de algo errado no organismo. A tendência é o contrário, o treino deve ficar cada vez mais fácil à medida que o seu condicionamento melhora. Com a melhora do seu condicionamento físico e pulmonar, não faz sentido continuar sentindo dores, somente os incômodos pós-treino, como cansaço e musculatura dolorida.

É muito melhor passar uns três ou quatro dias pegando mais leve e respeitando a dor do que arriscar e passar três ou quatro semanas para recuperar de uma lesão mais séria. E lembre-se: se precisou entrar no anti-inflamatório, pare de correr.

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